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k., 23, placebo, insônia, sonhos, ariana, solidão, cinéfila, bipolar, designer, sonymaniaca, chocolate, sampa, frio, livros todos, madonna, trident, vodka, amor, sidney sheldon, comida, sexo, inglês, all star, meninos e meninas, chuva, rock alternativo, minha mãe!

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Quarta-feira, Julho 01, 2009

ando tão sem tempo pro mundo que é incrivel...
na verdade ando tão introspectiva que quero apenas deitar com meu amor e fingir que nada mais existe...
seria tão bom se nada mais existice mesmo... =]
...
preguiça, moleza...
...
hoje tem jogo do timão [?]....
eu sou a pessoa que mais assiste futebol, mesmo não gostando e não entendendo nada...
na verdade eu acho legal comer pizza e tomar vodca...rsrsrsrs....

ouvindo: julliete & the licks - american boy

:: kin@ :: ::11:14 AM:: ::


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Terça-feira, Junho 23, 2009

Então eu realmente voltei a fumar mesmo...
E exatamente do mesmo jeito que há dez anos: um dia, um traguinho só por diversão, o traguinho dando aquela tontura gostosa de quem não está acostumado, aí mais um aqui, outro ali, e puft, quando a gente vê, já está comprando maços de novo e ficando preocupada quando fica sem...
Não sei se é vício [se fosse, talvez eu não tivesse conseguido, em certa ocasião, parar por uns quatro anos], mas a verdade é que eu gosto....Sim, eu gosto, acostume-se...
Fumar me dá motivo pra sair da sala, ou da gráfica, ou de qualquer lugar onde a fumaça de um cigarro possa incomodar loucamente ou envenenar mortalmente outras pessoas, normalmente delicadas flores que cheiram fumaça de óleo diesel aos quilos todo dia, se entopem de picanha cancerígena e bolachinhas recheadas com gordura trans sabor artificial de morango, flertam [flertam nada, trepam, em todas as posições listadas pelo kama sutra e em mais 17,5 ainda em fase experimental e não aprovadas pelo F(o)DA] com a cirrose e fodem com a paciência dos circunstantes através do consumo excessivo de bebidas alcoólicas e do uso extremamente econômico do próprio superego e de qualquer migalha de educação que suas mães e pais lhes tenham dado, tomam remédios pra emagrecer que as deixam maníacas e agressivas ou ansiolíticos que as deixam lerdas, burras e sonolentas, piram sem contemplar a quantidade de pesticidas, hormônios sintéticos e transgênicos existente em suas verdurinhas, frangos atropelados e grãos super saudáveis, ou seja: o cigarro não deixa de ser uma espécie de arma anti-mala histérico-hipócrita-burro, uma desculpa para a solidão, um repelente contra representantes da juventude sadia-e-dourada e da velhice apavorada ao mesmo tempo, com o ganho extra de que até as criancinhas ultra-chatas também são incentivadas a sair de perto do dragão cospe-fogo que insiste em não embarcar nesta forma de histeria, discriminação e perseguição em particular...
Infelizmente, por outro lado meu pobre Free atrai também a forma de vida mais baixa do my own private livrinho de biologia: o chato saudável que só quer o seu [ou, no caso, o meu] bem [sem que ninguém lhe tenha pedido, ou permitido, tal preocupação, mas isso pra ele é detalhe sem importância] e portanto não pode deixá-lo se envenenar sozinho e em paz no seu canto, sem se sentir mandado por Deus e o destino a vestir sua capa sagrada, pegar a espada de fogo e a auréola de santo e vir encher o saco, seja com dados e estatísticas sobre as mortes causadas pelo cigarro, seja com gracinhas imbecis sobre fumantes serem fedidos ou, pior ainda, sacar da originalíssimas piadinhas da década de 70 do século passado e sem graça desde então...
Eu sei que cigarro faz mal, não preciso que ninguém me diga isso, assim como sei que praticamente tudo o que eu respiro, como, bebo, ingiro como remédio ou passo na pele como hidratante também faz... Da mesma forma como tantos desses chatinhos health-crazed sabem que a AIDS ainda mata, mas preferem acreditar que não porque não gostam de usar camisinha, ou desconfiam que talvez morar sob torres elétricas lhes cause câncer, mas não estão dispostos a procurar outra casa ou a criar caso com as companhias que fornecem eletricidade [ou a indústria alimentícia, ou automobilística, ou eletrônica E ATÉ A tabagista, enfim: com corporações grandes, poderosas, bilionárias e cheias de advogados]... Normal, né?! Muuuuito mais fácil, prático e econômico pegar no pé ou torrar as paciências da pessoa física indefesa, ou seja, do pobre coitado fumante mais próximo....
A pessoa supre sua necessidade vital de se sentir superior a qualquer um, dá um tapa gostoso no seu complexo de santa, elimina qualquer desconfiança de estar sendo um prego com a justificativa de estar sendo altruísta – ahã – e não gasta um tostão nem compra briga com alguém que possa reduzi-la [e aos seus argumentos] ao pó de traque que, no fundo, ela já sabe que é....
Eu sei que, com a minha saúde já em declínio há um bom tempo, em algum momento vou ter que parar de fumar novamente, de preferência de uma vez por todas, e provavelmente farei isso, mas farei quando e se quiser, porque eu quero, e não porque bobos manipulados de diversos tipos que gostam de se sentir superiores a mim porque não fumam, me dizem que eu devo...
E finalmente, porque ao contrário de todos esses gênios da raça, eu já percebi que fumando ou não, bebendo ou não, comendo ou não transgênicos, gorduras saturadas e o escambau, eu – e oh, sim, todos eles também – certamente vou morrer um dia, e não tenho o menor controle sobre quando ou como, pensamentozinho desagradável, né ?! Tem gente que acha melhor nem lembrar disso, ou, se a lembrança surgir, beber pra esquecer...
Eu prefiro acender um cigarro... E pensar a respeito....
Pensar, sim, é um vício, e deste eu não quero me livrar nunca!

ouvindo: hot chip - shake a fist

:: kin@ :: ::2:52 PM:: ::


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Quarta-feira, Junho 03, 2009

eu estava tão puta ontem...mas hoje estou bem melhor...
não sei o que me deixou mais triste foi o fato da pataguada toda, ou a forma como eu fui feita de palhaça e nem sequer percebi....
confesso que isso me chateou muito mais do que eu podia imaginar, e quando liguei pra S. me pegar e comecei a chorar quando entrei no carro e tocava "say say say" do jackson e maccartney, percebi o quanto eu estou apaixonada por alguém que não vale nada, absolutamente nada...
tentei ficar na minha e não chorar e não me parecer tão ]frágil, mas não aguentei e chorei muito, me senti uma boba e ingênua...
quando cheguei em casa a minha vontade era gritar e chorar muito, mas me contive e subi no telhado, com a minha garrafa de saquê ganhada no niver, abri e tomei sentanda no telhado, enquanto o vento cortava meu rosto como navalha, me sentia impura, me sentia atavada....
e enquanto ia bebendo e esquentando as coisas ficavam mais simples, me sentia menos traída, menos equivocada e as coisas pararam de parecer tão absurdas....
tirei meu canivete do bolso e levantei as calças, tirei o tênis e baxei as meias....fiz cortes, profundos, intensos...
e enquanto minha meia virara uma grande coisa vermelha eu me sentia muito melhor, muito mais viva, muito mais decidida de mim....e consequentemente mais bêbada....
mandei mensagens grossas e piorei uma situação já lamentável e perdida....
dei longos tragos no meu cigarro, bebi um pouco mais...o frio passou e o desespero também...
....
não existia mais o que fazer, colocamos tudo a perder e finalmente quebramos o lacre...
foi bom o que não vivemos e melhor ainda o desfecho...
....
me sinto triste, sozinha, mas mesmo assim me sinto mais viva, me sinto pronta pra aprender e entender o que aconteceu....
....
....
.....
"Say Say Say, what you want,
But don't play games, with my affection,
Take take take, what you need
But don't leave me, with no direction...
All alone, I sit home by the phone,
Waiting for you, baby
Through the years, how can you stand to hear,
My pleading for you , you know I'm cryin..."
....
.....
e você como sempre me salvando...
eu te amo tanto por isso, mas tanto que talvez você nunca consiga entender a imensidão desse amor no meu coração....
a noite foi perfeita, você me tirou do inferno e me deu a imensidão, me mostrou a luz...
adorei te reencontrar, adorei me perder no seu corpo suado, nos seus beijos quentes e na sua pele brnaquinha e macia....
realmente não me lembrava de como era bom...
...
e também começo a pensar que talvez devêssemos tentar outra vez!!! =]

ouvindo: michael e paul - say say say

:: kin@ :: ::9:19 AM:: ::


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Sexta-feira, Maio 22, 2009

"...por que você deixou suas veias fecharem? não tem mais lugar pras agulhas entrarem...você não conversa, não quer mais falar, só tem as agulhas pra lhe ajudar...."
....
nada,
vazio,
silêncio...
um grande buraco negro se abriu sob minha alma e sobre minha vida, e destrói lentamente toda uma perspectiva de um processo produtivo de vivência...
meus dedos que agora digitam palavras desconexas....
o silêncio que sempre me faz tão bem, agora me incomoda de forma abissal...
acorde!
levante!
diante de meu deprimente estado e do incômodo que me causa a ausência de som, como se todo o mundo estivesse ocupado demais em ignorar minha existência, tento veementemente salvar-me desta onda gelada e sufocante que de alguma forma pretende levar meu último estado de consciência....
sim, quando me corto perco a minha inútil e frágil consciência....quando me tranco no banheiro e sinto o sangue escorrer por entre meus poros, quando vejo o chão ficar vermelho e minhas coxas abertas pulsarem o liquido da morte, sinto minha pouca sanidade flutuar por entre os respingos e me deixar lentamente...
me perco no labirinto insano da minha mente....
já não me entendo, já não me compreendo, isso não foi hoje, nem ontem, nem ano passado...foi uma vida toda corrompida...
estado de loucura?! tenho certeza de que a sanidade se esvai de mim a cada segundo...bem, que jamais saberei se algum dia eu fui lúcida e ciente o suficiente jamais saberei o que sou, ou o que fui...
loucura patológica?? talvez...
o tempo se arrasta e me arrasta com ele, me machuca e me maltrata, me faz querer correr...querer fugir...querer perder!
....
"...se perdeu por aí, com seringas na mão..."

ouvindo legião - dado viciado [again and again and again]

:: kin@ :: ::9:58 AM:: ::


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Quarta-feira, Maio 20, 2009

"...e Clarisse está trancada no banheiro...e faz marcas no seu corpo com seu pequeno canivete...deitada no canto, seus tornozelos sangram...e a dor é menor do que parece..."
fiz de novo...proimeti e de repente estava eu no chão do banheiro, sentindo a água bater e espalhar o sangue das minhas coxas...
não ardia, não dóia, não sentia....
me sentia flutuar...enquanto o sangue escorria o desespero parecia se conter e me acalentava a alma....
....
....
quero explodir, mesmo de verdade...
não sei porque, não sei como, nem sei onde foi que isso me abalou tanto, sei que são inúmeros fatores que me fazem ficar assim, e acho que por isso não sei como melhorar....
sei que já está passando da hora e que ninguém aguenta mais me ver desse jeito como se eu tivesse perdido uma perna ou coisa que o valha, só sei que não consigo ficar diferente, tenho ataques de choro, me sinto triste, prefiro ficar em silêncio a ter uma conversa animada, não quero sair, não quero beber, não tenho saco nem pra sexo e isso me incomoda...
assim como sei que as pessoas estão incomodadas e sei que ninguém entende o porque disso....
mas é assim que me sinto e é assim que queria me mostrar pra você, porque no fundo sei que ninguém é capaz de entender isso além de você e de alguns outros poucos...
nunca me senti tão mal em falar, é incrivel, ainda mais vindo de mim, mas falar pra mim agora está sendo algo tão dificil...algo completamente incompreensível...
me sinto uma marionete me sinto mexer, mas não sinto sair...não sei o que sai pela minha boca...
sinto sussurros e solidão...
chegar no trabalho tem sido complicado, saio de casa aos trancos, vou andando devagar e pedindo que alguma coisa aconteça mesmo, sim cheguei a esse ponto, é até idiota, mas é verdade ando rezando pra Deus fazer alguma coisa, porque eu sinceramente já não me aguento...
quando chego aqui eu só quero trabalhar na minha, sem maiores problemas, mas o dificil é ficar na minha, só queria poder chegar aqui trabalhar em paz, ler meu livro na minha [estou lendo Conspiração Franciscana, conta a história de São Francisco de Assis, interessante] ou ficar simplesmente em silêncio contemplando o nada....
sei que é exagero meu, sei que estou sendo irracional, mas não sei exatamente como mudar isso....
sou só eu que não sei viver direito, desaprendi eu acho...se é que alguma vez eu aprendi...
acho que estou ficando louca de vez, sério, tenho medo das coisas, tenho medo dos meus pensamentos, tenho medo de mim, como há muito tempo não tinha....
me sinto acuada como há anos não sentia, ouço as vozes que há tempos haviam se calado...
sinto um sopro de loucura...sinto muito isso de perto!!
as vozes não se calam....elas jamais se calam....
...
ouvindo: legião - clarisse [muitas vezes e sem parar]

:: kin@ :: ::11:57 AM:: ::


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Terça-feira, Maio 19, 2009

"...quando ela se corta, ela se esquece..."
estou numas que tá foda...
essa coisa de ser assaltada é mesmo muito estranho....
mas o meu problema, como sempre, não é só esse....não, nunca é!!
andei me cortando, de novo, vou fazer o que, me alivia mesmo...a dor diminui, me sinto menos pior....é assim mesmo....
....
agonia persistente, anomalia constante do meu ser...caralho me ajudem!!
....
só consigo ficar em silêncio...estou a beira da loucura...eu sei que sim!!
....
....
o que me irrita profundamente nessa gráfica é o quanto o meu chefe grita...gente educação é primordial, falar em vioz baixa não mata....trabalhar aqui é legal, mas porra a falta de educação do meu chefe novo me irrita....

ouvindo: radiohead - videotape

:: kin@ :: ::4:50 PM:: ::


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Terça-feira, Maio 05, 2009

são apenas duas horas da manhã agora, estou insone e completamente entediada, ouvindo pedro the lion e assistindo "queima de arquivo", com o schwazenegger, em outras palavras, eu sou uma perdedora.
não tenho nem sobre o que falar, poderia discutir o pouco que eu sei sobre freud, beethoven ou mesmo sobre haiku, mas eu sei tão pouco sobre isso que acho que não daria nem duas linhas de assunto, então eu vou enrolar mesmo.
eu já tinha esquecido minhas vontades de sair de casa, e inclusive meu sonho de deixar o brasil de vez, mas algo esse mês fez com que eu regurgitasse isso, descobri que atribuo muito da minha tristeza a me sentir estagnada, uma pessoa me perguntou qual a decisão que eu tomei que eu mais me arrependo e eu me arrependo de não ter aceitado uma proposta de morar em Londres, quando eu tinha uns dezenove anos, foi algo marcante pra mim, porque foi a possibilidade de realizar um desejo quase carnal sem ter que pagar nada por isso, levando em conta que a libra na época era praticamente um pra um real.
é estranho como toda decisão malfeita que eu tomo gruda no meu pé e me impede de fazer o que eu realmente quero.
o grude no meu pé agora é essa cidade úmida, não saio de são paulo a não ser pra ficar dias na praia, mas, de uns tempos pra cá, o último lugar que eu quero estar é numa praia [o que tem demais numa praia?].
eu quero sair daqui e ganhar o mundo, criar asas nos pés e correr o mundo todo, conhecendo e experimentando tudo o que tiver nele, preciso adquirir essa cultura porque é o que me fascina, e são paulo não provê o suficiente pra acabar com a minha fome. já chega de ficar lendo coisas na internet, nos livros, nas revistas. eu quero viver, não apenas saber.
em resumo, a vida em são paulo já não me é mais atraente, ela me empata de todas as formas possíveis, me reduz e comprime de formas impressionantes.
tudo o que eu queria era um apartamentinho em uma cidade desconhecida, com uma janelinha, um gato e um livro de cabeceira diferente toda noite.

ouvindo: radiohead – karma police

:: kin@ :: ::10:54 AM:: ::


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Quarta-feira, Abril 15, 2009

está chovendo agora, enquanto eu estou escrevendo.
eu parei de trabalhar, abri a janela e olhei o céu, a cidade está coberta por nuvens, é como se fosse uma manhã vermelha, ou terracota, no tom correto.
não dá pra ver um pedacinho só do céu, pelo menos não da janela do meu escritório, e a chuva já dura uns 10 minutos.
ela é soprada gentilmente nas copas das árvores e nos telhados vizinhos, fazendo um som característico, mas muito mais suave, é como se fosse um van gogh em tons pastéis, e nada mais faz barulho no quarteirão, nem as máquinas, nem os carros, nem nada. as pessoas trabalham e a chuva cai e parece que só eu estou admirando isso, mas eu estou admirando porque não é simplesmente um cair de chuva, é diferente dos outros, aqui a chuva costuma cair em gotas gorduchas, rapidamente, sem dar tempo pra ninguém notar que ela passou.
e ela cai no pior horário pra apreciação: as fatídicas nove horas da manhã, que é hora do rush matinal pra maioria das pessoas, hoje ela está caindo sem muita força, em gotas minúsculas, tamborilando nas folhas das mangueiras, numa manhã nublada, vermelha e fria.
é quase como se eu estivesse em outro lugar.
é quase como se eu estivesse em um lugar que eu realmente pertenço,
é quase como se eu fosse feliz,
é quase como se eu não sentisse falta de nada,
é quase como se eu estivesse ao seu lado...
....
eu continuo odiando o mundo....não me confundam....

ouvindo: radiohead - paranoid android

:: kin@ :: ::9:32 AM:: ::


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Terça-feira, Abril 14, 2009

tipo, não é drama!
eu acho que estou desaparecendo, sumindo aos poucos...
as pessoas estão começando a me esquecer, minha pele está ficando transparente, em pouco tempo me transformarei numa sombra, e eu não consigo explicar porque isso acontece. mas acontece....isso eu sei!
em breve serei apenas um fantasma que tira fotos em cabines fotográficas e as deixa lá para que não esqueçam de mim...
claro, tudo isso tem um lado positivo, eu poderia me aproveitar da situação, o problema é que pra isso é necessário que a minha PERSONALIDADE não desapareça, e ela já começou a evaporar há tempos....
pequeno apelo: não esqueçam de mim, mesmo que eu suma....batam palmas bem alto e eu voltarei a viver [pfff]!!
sim, eu me sinto só, completamente e unicamente só....
...
tem dia que dói mais!!
solidão vem mais a noite....
...
eu quero morrer com o atendimento da claro, inferna!

ouvindo: pumpkins - ugly [coimibna comigo]

:: kin@ :: ::1:06 PM:: ::


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Quarta-feira, Abril 08, 2009

razão, emoção e instinto.
são atributos com os quais todos nós nascemos, mas temos um certo problema em administrar, hoje é um dia péssimo, me sinto confusa demais até mesmo pra enfrentar a rua de casa, os olhares das pessoas, tentando ler o que não pode ser lido ou comunicado, hoje eu finalmente caí em mim e percebi que há muito, minha alma me abandonou.
deixou pra trás apenas uma carcaça, uma figura humana de papier-machè, feita de selos e folhas de revistas.
cuidado comigo.
não se aproxime muito, porque por trás dessa aparência simpática existe um monstro insensato, incapaz e confuso, eu faço mal, eu sou o mal.
estou destinada a uma solidão sem precedentes na história humana: cercado por todos, consciente de uma doença que eu tenho e ainda não me curei, e mesmo assim sozinha e abandonada, por mim mesma, pela minha alma e por meus princípios inexistentes.
o vazio que já existia, aumentou!
meu único alimento são meus pensamentos derrotistas e as atitudes sem sentido que eu tenho a todo momento.
a escuridão dos próximos dias vai acabar com esse pesar todo, disso eu tenho certeza, vou me curar pelo lado contrário. da forma menos convencional.
vou ser complacente com meus sentimentos ridículos e minhas palavras idiotas! me afogar no desespero e na ansiedade! na falta de esperança.
no escuro.
mas eu vou sobreviver. ninguém morre de amargura.

ouvindo: placebo - blind

:: kin@ :: ::10:58 AM:: ::